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Lula em 2026: o que a PF investiga sobre o filho dele

Três inquéritos, um rombo de R$ 6,2 bilhões no INSS e uma CPMI que acabou sem relatório aprovado.

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Filho do Lula Chorando
Filho do Lula Chorando

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Lula em 2026 disputa a reeleição sob o peso de uma investigação que não é contra ele. O alvo formal é o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele é investigado em três inquéritos da Polícia Federal, que apuram supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.

ROMBO NO INSS
ROMBO NO INSS


O ponto de partida foi outra apuração: a de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

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Este texto separa o que já está confirmado do que ainda é suspeita. A diferença entre as duas coisas é o que sustenta uma reportagem.

Como começou o escândalo do INSS

A origem de tudo é a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal em conjunto com a CGU. A operação identificou descontos ilegais em aposentadorias e pensões. O dinheiro ia para diversas associações, muitas delas de fachada.

O esquema explorava brechas nos sistemas da Dataprev. Com isso, idosos eram filiados a entidades sem nunca terem autorizado nada. O rombo estimado passa de R$ 6,2 bilhões.

CARECA CHORÃO
CARECA CHORÃO


Dois nomes aparecem como centrais na apuração: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e o empresário Maurício Camisotti.

A CPMI terminou sem conclusão

O Congresso instalou uma comissão parlamentar mista para investigar o caso. Ela funcionou até março de 2026.

Os números do trabalho são grandes. Foram 51 reuniões, cerca de 4,8 mil documentos analisados, 43 quebras de sigilo e 108 empresas suspeitas identificadas.

Mesmo assim, a comissão acabou sem entregar conclusão formal. O Plenário do Supremo rejeitou a prorrogação dos trabalhos. O relatório apresentado foi rejeitado por 19 votos a 12.

Ou seja: o Congresso levantou muito material, mas não fechou um veredito.

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Os três inquéritos sobre Lulinha

É aqui que Lula em 2026 encosta na campanha. A partir de elementos achados no caso INSS, a PF abriu inquéritos sobre o filho do presidente.

A investigação apura a relação de Lulinha com o "Careca do INSS". A PF identificou pagamentos do lobista à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís. Também apurou o custeio de uma viagem dele a Madri e Lisboa.

Em setembro, o Estadão noticiou o teor de mensagens tiradas do celular de Luchsinger. Em um dos áudios, ela diz ter articulado um encontro do governador do Maranhão, Carlos Brandão, no Planalto. No mesmo áudio, afirma que Lula daria seguimento à liberação de uma obra.

No mês seguinte, o presidente anunciou em São Luís cerca de R$ 59 bilhões do Novo PAC para o estado.

A proximidade entre os dois fatos virou tema político. Mas é preciso dizer com clareza: a investigação não concluiu, até agora, que o anúncio tenha respondido a qualquer conduta ilegal.

O que dizem a defesa e o governo

A defesa de Lulinha nega ilegalidades. O advogado sustenta que relatórios de inteligência da própria PF apontam possível "contaminação" das investigações. Ele fala em "pescaria probatória" e em direcionamento de inquéritos.

Segundo a defesa, não existe conexão entre Fábio Luís e as fraudes da Operação Sem Desconto.

O presidente afirmou que, se o filho estiver envolvido, será investigado como qualquer outro.

O que a lei diz sobre o próprio Lula

Vale lembrar o histórico, porque ele costuma ser citado fora de contexto.

Lula chegou a ser condenado nos casos do triplex e do sítio de Atibaia. O STF anulou essas condenações em 2021, por incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba. A Segunda Turma também declarou parcial o então juiz Sergio Moro.

Ele não foi julgado de novo. Hoje não há condenação válida contra o presidente.

Nos inquéritos atuais, quem responde é o filho.

O peso eleitoral

Nada disso acontece no vácuo. O Datafolha mais recente aponta 46% para Lula contra 44% de Flávio Bolsonaro em segundo turno.

Uma disputa nessa margem transforma qualquer novidade da PF em munição de campanha, dos dois lados. Por isso vale acompanhar as decisões judiciais, e não só as manchetes.

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Napoleão de Sousa Carvalho Junior

Fundador do Portal Tupimearim.

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